Uma mãe possível

Marina“Vivemos em uma época em que os valores e ideais que orientam as escolhas que fazemos ao longo da vida, já não são mais tão claros e rígidos, como no século passado, o que possibilita que as mulheres decidam seu próprio destino e busquem o que realmente as faz feliz, usufruindo, assim, da liberdade de construir os diferentes papéis que lhe são atribuídos, dentre eles, o de mãe, da sua maneira”

Por Marina Otoni: sócia-fundadora da Clínica Base, graduada em Psicologia pela PUC-MG, Especialista em teoria psicanalítica pela UFMG e Mestranda em psicologia pela UFMG. Referência da Clínica Base em projetos relacionados à mulher focando temas como a maternidade e o feminino.

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, e com ela um sentimento que vai estar presente em vários momentos da sua vida, a culpa, que provavelmente vai se manifestar quando ela não conseguir ser para o seu filho a mãe ideal. Mas, afinal, o que é uma mãe ideal?

Escolhas que fazemos ao longo da vida, já não são mais tão claros e rígidos, como no século passado, o que possibilita que as mulheres decidam seu próprio destino e busquem o que realmente as faz feliz, usufruindo, assim, da liberdade de construir os diferentes papéis que lhe são atribuídos, dentre eles, o de mãe, da sua maneira.

Conquistada, colocando para si alguns parâmetros que definem para ela o que é ser uma mãe ideal, resgatando, assim, um modelo de mãe difícil de ser alcançado, numa época em que a sociedade faz uma série de exigências para as mulheres.

Pois, diferente da mulher do século XIX, que tinha como única missão educar seu filho para que ele se transformasse em um cidadão do bem, passando, assim, a ter uma influência decisiva no seu futuro, abdicando, para isso, da sua própria vida em prol da felicidade do filho, a mulher de hoje enfrenta no seu cotidiano o desafio de conciliar a maternidade com a vida profissional, dentre outras tarefas, que a impede de viver exclusivamente para o filho.

Para lidar com essa realidade, ela precisa contar com a ajuda de parentes, amigos, educadores e principalmente do pai, o que nem sempre se da de forma tranquila, pois muitas mulheres ainda sentem que são as principais responsáveis pela criação e cuidados com o filho, se negando, em alguns momentos, ainda que de forma inconsciente, a dividir as tarefas e responsabilidades, encarnando, assim, o modelo da mãe que se sacrifica por seu filho.

O que muitas vezes resulta em frustrações e culpa, pois em meio a tantas tarefas, a mulher dificilmente consegue dedicar-se ao filho como ela gostaria. Sofrimento que poderia ser evitado, se ela vivenciasse a maternidade dentro das suas possibilidades, buscando, assim, ser para seu filho uma mãe possível.

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