Recusa ou Seleção Alimentar

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“A recusa e a seleção alimentar não devem ser desprezadas, esses comportamentos alimentares podem acarretar a obesidade infantil e/ou problemas nutricionais, culminado até em problemas no desenvolvimento infantil devido à falta de alguns nutrientes fundamentais para o crescimento saudável”

Por Athena Melo (Formada em Psicologia pela Universidade Potiguar (UnP-RN) Especialista em Psicologia Clínica Infantil pela Universidade Potiguar (UnP-RN) Psicóloga Clínica em Brasilia-DF na Estimular Clínica de Desenvolvimento Infantil)

Grande parte das famílias vivenciam ou já vivenciaram a recusa ou seleção alimentar por parte das crianças. As famosas frases “não quero comer isso!” ou “não gosto de verdura!” já tornaram muitas refeições frustrantes e estressantes para os responsáveis e suas crianças.

A recusa e a seleção alimentar não devem ser desprezadas, esses comportamentos alimentares podem acarretar a obesidade infantil e/ou problemas nutricionais, culminado até em problemas no desenvolvimento infantil devido à falta de alguns nutrientes fundamentais para o crescimento saudável.

Veremos algumas estratégias que não devem ser colocadas em prática na hora de lidar com esse problema.

1- Nunca forçar a criança a comer: Obrigar, brigar ou forçar a criança a comer irá gerar ainda mais repulsa alimentar. O momento da refeição passará a ser ainda mais estressante e repulsivo para as crianças.

2- Evitar fazer chantagens ou oferecer recompensas: Por exemplo, “se comer todas as verduras, ganha a sobremesa”, essa estratégia estará reforçando para a criança que o almoço é uma refeição ruim e gostoso mesmo é o prêmio, a sobremesa. A criança precisa sentir prazer em se alimentar bem.

3- Não ofertar alimentos bem aceitos pelas crianças: Quando a criança recusar uma refeição, não se deve ofertar os alimentos bem aceitos por ela. Dar a criança o que ela quer irá reforçar o comportamento de recusa, pois ela passará a compreender que sempre que ela não come aquilo que os pais querem, ela acaba ganhando o que quer.

Pesquisas afirmam que a criança precisa provar e se habituar para começar a gostar dos alimentos que ela recusa. A aceitação ao novo alimento acontece após provar de 12 a 15 vezes o mesmo alimento. Assim, os responsáveis não podem somente deixar de ofertar os alimentos que a criança não gosta, é preciso perseverar.

O que se pode fazer para tornar essa missão de tentar habituar as crianças a consumirem novos alimentos mais tranquila?

1- Tornar o momento da refeição mais lúdico e prazeroso: caprichar na apresentação da refeição ajuda a criança a aumentar o interesse em provar novos alimentos.

2- Evitar distrações durante a refeição: Nada de assistir TV ou ficar utilizando o tablete, o momento da refeição merece atenção para que ele se torne importante para a criança e para a família.

3- Criança com as mãos na massa: Vamos convidar a criança a preparar uma refeição em família? A criança passa a ter interesse em consumir o alimento que ela produziu.

4- Refeições dinâmicas: A variedade do cardápio ajuda a criança a ter hábitos alimentares mais flexíveis e sempre estar aberta a experimentar novos sabores e sensações.

Agora, basta colocar essas dicas em prática e tornar a hora da refeição um momento de confraternização diária entre a família.

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