Autismo

psicologa“Estas diferenças, os sinais de autismo, levaram milhares de pais a buscar as respostas que resultaram no diagnóstico de autismo. Os estudos científicos já progrediram muito, e já se foi o tempo em que pais não recebiam nenhum encorajamento para a condição dos seus filhos. Atualmente, existem uma serie de excelentes terapias e intervenções para auxiliar no desenvolvimento de crianças com autismo.”

Por Athena Melo (Formada em Psicologia pela Universidade Potiguar (UnP-RN) Especialista em Psicologia Clínica Infantil pela Universidade Potiguar (UnP-RN) Psicóloga Clínica em Brasilia-DF na Estimular Clínica de Desenvolvimento Infantil)

Hoje trataremos um pouco sobre o autismo, a importância do diagnóstico e do apoio aos pais.

Na maior parte das vezes, os pais são os primeiros a suspeitar dos sinais precoces do autismo na criança. Provavelmente, perceberam que o desenvolvimento do seu filho diferia do desenvolvimento dos demais. Algumas vezes, as diferenças são marcantes e óbvias para todos. Em outros casos, são sutis e são reconhecidas, inicialmente, pela professora da creche.

Estas diferenças, os sinais de autismo, levaram milhares de pais a buscar as respostas que resultaram no diagnóstico de autismo. Os estudos científicos já progrediram muito, e já se foi o tempo em que pais não recebiam nenhum encorajamento para a condição dos seus filhos. Atualmente, existem uma serie de excelentes terapias e intervenções para auxiliar no desenvolvimento de crianças com autismo.

Qual a importância do diagnóstico?

O diagnóstico cuidadoso e detalhado fornece informações importantes sobre o comportamento e o desenvolvimento da criança. Ele pode ajudar a estabelecer um roteiro para o tratamento com a identificação das capacidades e dos desafios em potencial para a criança. Dessa forma, é possível traçar uma intervenção bem sucedida. Com frequência, o diagnóstico é necessário para que possamos nos beneficiar dos serviços específicos para o autismo, como programas de intervenção precoce, ou os que são oferecidos pela rede pública.

Como é realizado o diagnóstico?

Ainda não existe um exame médico para identificar o autismo. O diagnóstico tem como pilares o comportamento observado e os testes educacionais e psicológicos. Algumas crianças são diagnosticadas como portando retardo de desenvolvimento, antes de serem diagnosticadas como autistas. Infelizmente, eventualmente, o diagnóstico é demorado. Mas é preciso identificar, precocemente, as crianças com autismo. A avaliação deve ser multidisciplinar para que cada área colabore de tal modo que se possa entender as capacidades e as necessidades da criança com diagnóstico de autismo.

Alguns pediatras ao ouvirem de forma atenta as considerações dos pais, já aos 18 e aos 24 meses de idade, aplicam a escala M-CHAT. Essa escala é um questionário, rápido, sobre a criança. As respostas determinam se a criança deve ser encaminhada, ou não, para um especialista, que geralmente é um Pediatra de Desenvolvimento, um Neurologista, um Psiquiatra ou um Psicólogo, para que seja feita uma avaliação completa.

Mas que é autismo?

Autismo é um termo genérico usado para descrever um grupo de transtornos complexos caracterizados pelo atraso no desenvolvimento de funções básicas conhecido por Transtorno Global do Desenvolvimento [TDG]. Outros transtornos são os TDG Sem Outra Especificação, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Rett e os Transtornos Desintegrativos da Infância [Síndrome de Heller]. Muitos pais e profissionais se referem a este grupo como Transtornos do Espectro Autista.

O DSM-V, o mais novo manual, agrupou, sob o título de Transtornos do Espectro do Autismo, os subtipos dos transtornos autistas, tais como o TGD Sem Outra Especificação e a Síndrome de Asperger, pois a pesquisa demonstrou que não há distinção entre essas categorias. Elas fazem parte de um espectro amplo de transtornos que incluem dificuldades nas capacidades de socialização e de comunicação. O diagnóstico de autismo requer a observação de, pelo menos, seis características comportamentais e de desenvolvimento, a confirmação de que os problemas apareceram antes dos três anos de idade e que não haja evidência de outras condições similares.

Que áreas o autismo afeta?

O autismo afeta o modo pelo qual a criança percebe o mundo e dificulta a comunicação e a interação social. Os autistas podem apresentar comportamentos repetitivos, ou interesses intensos. Os sintomas e as suas severidades diferem em cada criança e em cada uma das áreas afetadas: Comunicação, Interação Social, e Comportamentos Repetitivos.

Quais as habilidades da criança com esse diagnóstico?

As pessoas autistas apresentam uma variedade de dificuldades, mas, também, apresentam habilidades especiais. Essas habilidades incluem: Capacidade de compreender conceitos concretos, regras e sequências; Excelente Memória de longo prazo; Aptidão matemática; Aptidão com a informática; Aptidão musical; Aptidão artística; Capacidade de pensar através de imagens; Capacidade de decodificar a escrita precocemente (esta capacidade é chamada de hiperlexia). Algumas crianças com autismo conseguem decodificar a escrita antes de compreendê-la, isto é, a criança lê, mas nem sempre compreende o que lê; Grande capacidade de foco – se estiverem trabalhando em algo que lhes agrade; Excelente senso de direção.

Quem cuida do cuidador?

Peça ajuda. Pode ser difícil, especialmente no início. Mas não hesite e use todas as possibilidades disponíveis. As pessoas querem ajudar, mas, as vezes, não sabem como. Você pode deixar os seus filhos com alguém, à tarde, para passar algum tempo aprendendo sobre o autismo? Será que alguém pode fazer compras de supermercado para você? Você consegue dizer às pessoas que a sua situação é difícil e que precisa de ajuda? Converse com outras pessoas. Todos precisam de alguém para conversar. Compartilhe a sua situação e os seus sentimentos com os outros. Um ouvinte é uma fonte de força. Se você não pode sair de casa, use o telefone e converse com um dos seus amigos. Os cuidadores também precisam de momentos de cuidado e apoio para que estando bem, possam cuidar de forma plena do seu filho.

Referências

Livros 1001 Great Ideas for Teaching and Raising Children with Autism Spectrum Disorder [1001 Ideias para Ensinar e Educar Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo] Autor: Veronica Zysk e Ellen Notbohm (Editora: Future Horizons; Primeira Edição, 2004).

A Genitor ’s Guide to Asperger Syndrome & High-Functioning Autism [Guia dos Pais Para a Síndrome de Asperger & Autismo de Alta Funcionalidade] Autor: Sally Ozonoff, Ph.D.,Geraldine Dawson, Ph.D., James McPartland (Editora: The Guildford Press; Premiere Erica, 2002)

Activity Schedules for Children with Autism: Teaching Independent Behavior [Calendário de Atividades para Crianças com Autismo: Ensinando Comportamentos Independentes] Autor: Lynn E., McClannahan, Ph.D. e Patricia J. Krantz, PhD, (Editora: Woodbine House; Primeira Edição, 1999) The Autism Sourcebook [Guia de Recursos para o Autismo] Autor: Karen Siff Exkorn (Editora: Collins; Primeira Edição, 2006)

Contato: (61) 9963-3662

email: athenamelopsi@gmail.com

facebook: Psicóloga Athena Melo

Instagram: @infanciapsi

 

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