Lazer ou obrigação?

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Por Luiza Pinheiro: sócia da Clínica Base, graduada em Pedagogia pela UFMG, Especialista em Psicanálise com Crianças e Adolescentes pela PUC-MG, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UEMG, e Mestranda em Psicologia pela UFMG. Referência da Clínica Base em projetos relacionados à infância.

Os feriados e datas comemorativas têm representado um imperativo ao consumo cada vez mais forte. Mal passou o dia das crianças e já se via nas ruas fantasias e convites para festas de Halloween, e passada essa data, já era possível ver o início das decorações de Natal.

O consumo nessas ocasiões não é apenas de presentes e objetos, mas também aparece na forma dos inúmeros eventos e festas que muitas vezes nos sentimos obrigados a ir, ou mesmo a oferecer.

Participar de todas essas atividades e festividades sociais é caro e cansativo, mas muitas pessoas fazem questão. A pressão social para que as pessoas tenham momentos de lazer cheios de atividades é muito grande.

Hoje a agenda social de muita famílias, principalmente quando há crianças, é tão cheia quanto a agenda profissional dos pais. Os momentos de descanso e lazer, de fato, estão ficando cada vez mais escaços e sendo substituídos por obrigações sociais. Ir à determinada festa só para agradar a pessoa que a está oferecendo, e não porque seus amigos estarão lá, se tornou uma constante para várias pessoas.

Como se não bastasse e pressão de ter que trabalhar, ganhar dinheiro, construir e manter uma família, educar bem os filhos, etc. Ainda somos pressionados a frequentar determinados grupos e a participar de determinados eventos bem no tempo que deveria ser nosso, sem pressão, dedicado apenas ao lazer.

Esse modo de relação e de convivência com o outro faz com que nós, muitas vezes, deixemos de lado o que realmente importa, os momentos de convivência com pessoas com as quais realmente queremos estar e as atividades que de fato nos fazem mais felizes. Ao priorizar os momentos de lazer passamos às crianças valores que as ensinam a priorizar o ‘ser’ em detrimento do ‘parecer’.

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