Brincadeira educativa x Brincadeira lúdica

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Por Luiza Pinheiro: sócia da Clínica Base (www.clinicabase.com), graduada em Pedagogia pela UFMG, Especialista em Psicanálise com Crianças e Adolescentes pela PUC-MG, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UEMG, e Mestranda em Psicologia pela UFMG. Referência da Clínica Base em projetos relacionados à infância.

Durante esse mês recebi perguntas de vários pais a respeito do brinquedo ideal para presentear os filhos no dia das crianças. Uma preocupação desses pais que me chamou a atenção foi a de comprar brinquedos que estimulassem as crianças em algum aspecto da aprendizagem linguística ou matemática.

Ver pais empenhados em promover o desenvolvimento intelectual dos filhos e educa-los da melhor forma é ótimo e essencial para a criança se sentir amada e cuidada. Mas às vezes sinto em alguns desses pais uma preocupação exagerada em desenvolver habilidades nas crianças e estimulá-las o tempo inteiro. Não me entendam mal, é ótimo e necessário estimular a aprendizagem das crianças, mas se isso acontecer em excesso pode deixar de ser um ganho e passar a ser um prejuízo para o desenvolvimento dos pequenos.

Estimular a aprendizagem significa oferecer desafios e possibilidades para a criança de forma que ela possa desenvolver novas habilidades e capacidades cognitivas. Isso é cansativo e se feito em excesso pode fazer com que a criança comece a ter dificuldades para realizar as brincadeiras e comece a falhar e errar muito devido ao cansaço mental. Isso pode causar perda do interesse pelos desafios da aprendizagem e baixa autoestima da criança fazendo com que ela se sinta incapaz de ter êxito.

É importante que em meio a brincadeiras e atividades desse tipo a criança possa ter um tempo para a brincadeira livre criada por ela mesma, e sem cunho instrutivo ou educacional. Aí o estímulo é outro, é para criar, construir, e inventar. Nesse tipo de brincadeira a criança tem espaço para se desenvolver psicologicamente, organizar seus pensamentos e sentimentos e construir um modo próprio de pensar. Com isso ela fica mais segura e confiante de si, entendendo que é capaz de construir e inventar sozinha.

Além disso, esse tipo de brincadeira não deixa de ser positivo, também, para os processos de aprendizagem uma vez que tendo espaço para brincar da forma dela a criança descobre as possibilidades daquele jogo e desenvolve sua curiosidade, criando um interesse maior pela busca do saber e do conhecimento.

Por isso, pais, relaxem! Na infância praticamente toda interação com pessoas e objetos traz algum aprendizado e auxilia no desenvolvimento. A brincadeira livre e lúdica é essencial durante o desenvolvimento e deve ter um espaço na rotina das crianças.

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