Meu filho tem dificuldades em aprender: e agora?

gabi“Receber a informação de que o filho tem problemas de aprendizagem pode alterar a dinâmica da família, gerando insegurança e preocupação a respeito de um resultado negativo”

Por Gabriella Torres

(Pedagoga, coordenadora pedagógica e diretora do Espaço Coeene – Centro de Orientação Educacional e Estudos Norte Educação)

Estamos chegando ao fim do ano, e você percebe (ou a escola já avisou a você) que seu filho tem dificuldades de aprendizagem, o que fazer diante disso?

Essas dificuldades são encontradas em aproximadamente 15 e 20% dos estudantes, parece um número pequeno, porém preocupante em relação a alguns resultados apresentados durante esta época do ano.

Receber a informação de que o filho tem problemas de aprendizagem pode alterar a dinâmica da família, gerando insegurança e preocupação a respeito de um resultado negativo.

Os problemas de aprendizagem podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade, período do início do desenvolvimento cognitivo da criança na escola. Ela pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se e portar-se bem em sua casa e na escola.

Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações e desenvolvê-las. Basicamente essas dificuldades são apresentadas em função de uma situação orgânica ou psicológica que envolve a memorização, o armazenamento de informação por parte da criança e, muitas vezes, a sua concentração.

Em relação ao aspecto cognitivo:

• Dificuldade em aprender cores

• Dificuldade nos trabalhos de coordenação (cobrir pontinhos, pintar, etc.)

• Dificuldade durante o processo de alfabetização (falha na identificação das letras e seus sons)

• Dificuldade para memorizar datas, dias da semana, meses do ano, número de telefones;

• Dificuldade para decorar tabuadas, fórmulas e músicas;

• Dificuldade para reconhecer ritmos diferentes;

• Pouca objetividade na resolução de problemas simples;

• Dispersão e desatenção;

• Trocas de letras;

• Dificuldade para generalizar as aprendizagens;

• Desorganização com o material escolar;

• Lentidão para realizar os deveres de casa;

Em relação ao aspecto emocional/comportamental:

• Baixa autoestima;

• Elevado nível de ansiedade;

• Não se percebe como capaz de aprender, sempre solicita ajuda do professor ou da

família;

• Desvaloriza-se e desvaloriza suas produções;

• Não tem persistência nem autonomia;

• Frustra-se com facilidade;

• É uma criança inquietas, costuma perturbar a classe;

• Tende ao isolamento, não tem a sensação de pertencer a um grupo;

• Possui pouca competência social, com um atraso de 2 a 4 anos em relação aos seus colegas;

Para tratarmos a dificuldade de aprendizagem é imprescindível a observação dos pais. Ao menor sinal das características acima, ou se você tem dúvida de algum comportamento ou dificuldade escolar de seu filho, procure uma avaliação fonoaudiológica. Ou, se tiver acesso, até uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo e, por vezes, até um neuropediatra. Não esquecendo do papel importantíssimo do professor.

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