ZIKA x MICROCEFALIA

Grávidas e tentantes talvez sejam o grupo mais alarmado pelo aumento de infectados pelo vírus zika. O Minstério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmaram que a infecção causada por este microorganismo está mesmo relacionada aos casos de microcefalia e e também a outras síndromes neurológicas como a de Guillain-Barrém. O problema é que ainda se sabe muito pouco sobre como combater essa epidemia.

O que se sabe é que o Zika Vírus é uma doença semelhante filogeneticamente aos da dengue e da febre amarela, que foi descoberto pela primeira vez na floresta de Zika, em Uganda, em 1947, em macacos monitorados cientificamente para o controle da febre amarela. Até 2007, entretanto, ele era relativamente desconhecido, até que surgiu um grande surto na ilha de Yap e em outras ilhas próximas aos Estados Federados da Micronésia (acima da Austrália), com 8.187 afetados. Entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014, um novo surto atingiu a Polinésia Francesa, com 8.264 casos suspeitos.

O principal modo de transmissão é por meio do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Mas há relatos de transmissão sexual (ele se mantêm no esperma por mais tempo), perinatal (da mãe para o feto) e sanguínea, o que traz um grande desafio na prevenção, já que grande parte das pessoas que contraem a doença não apresentam sintomas.

Os principais sinais e sintomas incluem manchas vermelhas na pele com coceira, febre, olhos vermelhos (sem coceira e sem secreção), inflamação ou dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e dor nas costas. Com menor frequência, há relatos também de inchaço, dor de garganta, tosse e vômitos. Segundo a literatura, apenas 18% das pessoas apresentam manifestações clínicas da doença. Geralmente os sinais e sintomas duram de 2 a 7 dias.

Durante alguns anos foi descoberto que a microcefalia  em bebês, está associado ao vírus da ZIKA. Um estudo publicado numa revista científica dos EUA reforçou a tese de que o vírus da zika provoca a microcefalia. O estudo é uma prova de que o vírus da zika mobilizou o mundo.

A Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor do que a de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.

Ela é diagnosticada quando a circunferência da cabeça é menor do que o esperado para idade gestacional, tempo de vida e sexo. Pode ser de causas familiares, defeitos congênitos, síndromes genéticas, exposição a toxinas e a agentes infecciosos na gestação. No caso das infecções congênitas, o agente pode causar poucos ou nenhum sintoma na gestante, mas afetar de diversas maneiras a formação do bebê.

De acordo com os estudos realizados até agora, o Zika vírus parece estar nessa categoria, por esse motivo, só houve atenção maior à doença após o nascimento dos bebês. A menos que a microcefalia seja familiar, 90% dos bebês comprometidos tem algum atraso no desenvolvimento neurológico.

Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.